Sim, leu bem, o titulo esta correcto, não há qualquer erro. O marketing morreu, o marketing já não existe! Pelo menos o marketing que todos nos conhecemos já não existe…
A palavra “revolução” é uma palavra banalizada pelos marketers que usam-a com um único objectivo: seduzir o consumidor. O novo telemóvel, a nova agua com gás, o novo serviço de Internet banda larga, o novo carro etc … todos esses produtos prometem ser revolucionários para os consumidores.
Mas, o que é ao certo uma revolução? Segundo a Wikipédia uma revolução é “a ruptura do sistema jurídico, político, social, económico ou cultural vigente, com a subsequente formação de um novo sistema.”. Podemos definir a revolução como um movimento que provoca uma ruptura com o passado. Se seguimos essa definição chegamos logicamente à duas conclusões interessantes para o mundo do marketing:
- Muitas das revoluções prometidas pelas marcas são pseudo-revoluções que não passam de evoluções mínimas.
- Existe uma ruptura entre o consumidor de hoje e o de ontem. O consumidor esta a fazer a sua própria revolução!
A sociedade actual exige velocidade, mobilidade e esta em constante movimento. O consumidor não escapa as essas evoluções e esta hoje completamente em ruptura com o consumidor tradicional. A democratização das novas tecnologias de informação (Internet e Telemóvel) tem um grande impacto sobre o comportamento do consumidor:
- Cada consumidor é hoje um média potencial. A Internet da um poder de comunicação e de expressão as pessoas que podem assim exprimir-se nos blogues, forums, ou sites de consumidores e partilhar as suas opiniões sobre produtos e marcas.
- Os consumidores são influenciados pela Internet. As pessoas passam cada vez mais tempo na Internet e consagram a maior parte desse tempo a procura de informação, notavelmente sobre produtos e marcas. No Reino-Unido 77% das pessoas admitam consultar blogues para informar-se antes de comprar um produto, e essa taxa sobe aos 83% na faixa etária dos 25-34 anos. Os consumidores influenciam-se entre eles e podem facilmente criar o sucesso ou o fracasso de um produto.
Esse novo consumidor também conhecido como “Consumidor 2.0″ ou como “Consumactor”, não é um novo segmento do mercado, mas sim uma evolução ao destino da qual todos os consumidores estão caminhando. O novo consumidor é:
- Mais volátil. O consumidor é menos fiel as marcas e passa muito facilmente de uma marca a outra. E cada vez mais difícil fideliza-lo.
- Mais exigente. O consumidor já não se satisfaz com um produto bom a um preço razoável, o consumidor quer ser surpreendido.
- Actor. Já não é um passivo espectador, o consumidor ganhou poder graças a Internet e é hoje o actor principal do mercado sucedendo assim as marcas.
- Mais informado. E possível hoje graças a Internet comparar os preços dos produtos, saber quais são as características exacta de um produto antes mesmo que ele seja comercializado (ex: iPhone). A qualidade do produto é cada vez mais importante.
- Mais familiarizado com o Marketing. O Marketing e a Comunicação estão na moda, os consumidores aprenderam muito e sabem muito bem o que se esconde atrás uma campanha de publicidade ou de uma promoção.
Se tudo esta a evoluir, a tecnologia, o mercado, o consumidor, sera que o marketing deve ficar na mesma? O Marketing de Kotler e do Mercator é baseado num consumidor tradicional, que esta em via de extinção e consequentemente este “Marketing of the demand” é insuficiente, inadaptado. Marketing is dead! Marketers é preciso evoluir e também fazer a vossa revolução…
Bem vindo ao Marketing 2.0!













Adorei o artigo. De facto, como relaçoes públicas que sou também acredito que o marketing tradicional já não chega. É preciso ir mais além, exceder tudo o que o consumir conhecer e pretende…
De facto, agora mais que nunca são as ideias e os conceitos completamente originais que poderão fazer alguma diferença. Mas chegará a um ponto de saturação tal que as Relações Públicas e o Marketing juntos não poderão fazer grande coisa… e virá outra revolução com certeza.
Sem duvida Marta! O Marketing é feito de ciclos, de renovações e de revoluções. Tal como o mundo, a sociedade e os consumidores as marcas tem que evoluir, mudar, e so quem consegue antecipar estas mudanças e evoluir no bom sentido é que sobrevive!
Relativamente as relações publicas acho que o trabalho ainda é maior! E um sector ainda muito fechado e que trabalha da mesma forma há mais de 20 anos! Mas os medias evoluiram e muito, as pessoas influentes a quem se dirigem os “RP” são hoje diferente, por exemplo hoje, não vejo marcas portuguesas a apostaram em RP com Bloggers por exemplo .. é outro tema problemático. Como adaptar os RP as evoluções dos medias? E é outro sector onde as empresa tem que evoluir e mudar.